por:
Ari Barbosa Pereira
Os desafios cotidianos de Usabilidade para sites e
portais web.
Todos os dias nos deparamos com a
necessidade de construir sites e portais que ofereçam cada vez mais
funções, mas que sejam também práticos, esteticamente
agradáveis e de fácil uso.
Isso não tem sido uma
tarefa fácil...
Particularmente,
eu me envolvo com o desenvolvimento de interfaces para aplicativos interativos desde
os tempos do saudoso VB nos idos anos 90, tirando leite
de pedra dos poucos recursos oferecidos pelas linguagens de
programação daquela época.
Hoje tudo está
bem mais fácil: qualquer pessoa pode abrir o seu Word e
criar seu site!
Bem... quem já fez isso sabe que as coisas não são bem assim,
mas o fato é que sem dúvida nenhuma as ferramentas e
linguagens de programação evoluíram, e muito!
Como
o browser é hoje a interface padrão, ninguém pensa em
desenvolver qualquer aplicação que não utilize um navegador
web como "front end" e a internet como canal. Isso também é
fato, pois os benefícios são enormes principalmente quando
analisa-se os custos de manutenção e atualização dos "clients"
geograficamente distribuídos e com investimentos altos na gestão
deste legado.
Assim,
aplicações são cada vez mais desenvolvidas utilizando-se HTML
"puro" na ponta o que trouxe relativa comodidade para
desenvolvedores e seus clientes.
Porém, o HTML
dito "puro" é decepcionante quando comparado com as
possibilidades e rapidez das aplicações cliente-servidor.
Durante anos esses ambientes foram sendo aprimorados com
componentes visuais e de interação sofisticados que levaram
essas aplicações a uma sintonia fina com os usuários.
Agora esses
aplicativos (geralmente aplicações de gestão ou automação)
estão sendo levados para o ambiente web e ai as coisas estão
se complicando. A velocidade e usabilidade desses ambientes
é muito superior as possibilidades oferecidas pelo HTML
puro.
Coisas simples
como listas, combos, refresh de tela, etc, se
transformam numa penúria visual, estética e funcional quando
transplantados diretamente para a Web, pois o HTML, não
oferece suporte de componentes visuais "nativos" para tais
tarefas.
Tenho
acompanhado diariamente as tentativas de migração desses
aplicativos que são no mínimo fracassos do ponto de vista de
usabilidade.
Uso maior de
scripts é uma luz no fim do túnel
Uma forma de
otimização razoável para as limitações do HTML tem sido a
inclusão cada vez maior de scripts específicos que
aceleram funções e dão melhor suporte visual.
São métodos como
Java Script e XML, que agora são rotulados
pelos desenvolvedores da web como métodos AJAX.
Sem dúvida isso está otimizando muito a experiência visual
de sites e portais de aplicação, mas ainda não
entendemos como sendo a solução visual final do ponto de
vista de usabilidade.
Muitos
componentes que melhoram a experiência do uso do ambiente
ainda não são contempladas pelos métodos de scripts.
A interpretação
dos scripts (só pra variar) é diferente nos
browsers e implica muito tempo em testes comparativos,
mas é inegável o aumento na velocidade das interações.
Flex:
a solução Adobe para apresentação de interfaces sofisticadas
na WEB
A notícia boa:
é a melhor
solução até o momento para disponibilização de aplicativos
de front-end que combinem funcionalidade de um software de
desktop com o amplo alcance e baixo custo da Web.
A
notícia ruim: tem plug-in... Mas isso não é de todo
mal.
O Plug-in é o consagrado Flash Player que basicamente todo
browser tem nativamente e mesmo que não tenha, a
atualização é muito rápida para Player 9 de forma
transparente para o usuário.
Mas é inegável
que é outra realidade do ponto de vista da experiência do
usuário e das possibilidades de aceleração.
Comparando
métodos
Para ajudar a clarear as diferenças entre os métodos e
tecnologias empregadas, eu preparei a tabela abaixo com
algumas diferenças básicas entre o desenvolvimento com Flex,
Ajax e o dito HTML puro:

Mas como
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